
Os conhecidos personagens do seriado Chaves ganharam uma missão diferente no Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba: conscientizar profissionais de saúde sobre a importância da segurança do paciente. O tema foi abordado de forma descontraída na peça “Heróis da Segurança do Paciente”, apresentada na noite desta segunda-feira (19), no auditório da unidade, para equipes de saúde e pacientes.
Desenvolvida pelo grupo de teatro do hospital, a apresentação utiliza o humor e situações do cotidiano hospitalar para estimular a reflexão sobre os cuidados necessários para prevenir falhas na assistência e garantir a segurança dos pacientes.
A iniciativa surgiu em alusão ao Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro, e ganhou continuidade após a campanha. Desde então, a peça já foi encenada nove vezes, levando orientações sobre os protocolos de segurança a diferentes equipes da instituição. Além de reforçar práticas essenciais para a qualidade do atendimento, o projeto valoriza a participação dos próprios profissionais em atividades educativas, utilizando uma linguagem acessível e personagens populares para abordar situações que exigem atenção permanente no ambiente hospitalar.
O Hospital Infantil Waldemar Monastier integra a rede de assistência do Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), e é gerido pela Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas).
SEGURANÇA NA PRÁTICA– Na história, após sofrer um acidente doméstico, “Seu Madruga” procura atendimento, mas acaba sendo vítima de uma troca de procedimento. A partir desse episódio, a encenação demonstra como diferentes protocolos de segurança estão relacionados às etapas da assistência e porque seu cumprimento é fundamental para prevenir falhas e proteger os pacientes.
A apresentação chama a atenção para a importância dos Protocolos Nacionais de Segurança do Paciente, que orientam práticas destinadas à redução de riscos durante a assistência à saúde. Entre essas medidas estão a identificação correta do paciente, a comunicação entre os profissionais, a segurança na administração de medicamentos, a realização de procedimentos seguros, a higienização das mãos e a prevenção de quedas e lesões por pressão.
Ao apresentar uma situação fictícia de erro assistencial, a peça estimula os profissionais a reconhecerem riscos e compreenderem a importância da aplicação dos protocolos em diferentes momentos do atendimento. A proposta também demonstra que a segurança do paciente depende da atuação integrada das equipes, desde o primeiro contato com o serviço de saúde até a conclusão do atendimento.
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