Deputado Coronel Lee pedirá a “CPI das Reintegrações”

Após Audiência Pública realizada na manhã de quinta (3) com o tema sobre reintegrações de posse, Deputado Coronel Lee pedirá investigação para responsabilizar a omissão das autoridades

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O público lotou o grande auditório da Associação Comercial e Industrial de Cascavel – ACIC, para o debate que teve como tema MTS: Reintegrações de Posse. Ao longo da audiência, o que se viu foi um público atento e em muitos momentos, até chocados pelos depoimentos de quem é afetado diretamente pelo modo de operação do MST, sobretudo na região de Quedas do Iguaçu, no Sudoeste do Estado.

O primeiro a discursar foi Paulo Orso, presidente do Sindicato Rural de Cascavel, que lembrou que no Paraná não existem áreas improdutivas. “Devemos lembrar também que grande parte das propriedades rurais do nosso Estado são compostas de pequenos produtores. Há casos que esses produtores não conseguem construir um único aviário, porque sua área, por ser pequena, não comporta. O Paraná é um dos Estados onde se tem as maiores lavouras de grãos. Então a pergunta que fica é: como invadir terras altamente produtivas? Isso não existe, não podemos permitir”, argumentou.

Na sequência, o Juiz de Direito Leonardo Ribas Tavares relatou sua experiência acerca desse assunto. “Atuei na Comarca de Quedas do Iguaçu no começo dos anos 2000. Todos os relatos que vimos em vídeo ou pela TV, eu presenciei. Eu vi e ouvi ao vivo. A situação é bem mais grave que pensamos”, argumentou o magistrado. “O que posso dizer é que para o judiciário, fazer cumprir a lei como as reintegrações de posse, depende de quem determina isso. Naquela época, lembro que determinamos a reintegração de três áreas invadidas em Quedas do Iguaçu, e após toda a logística, com o deslocamento das forças policiais e todo o custo que isso envolve, acabou que os governantes à época mandaram suspender, e isso é frustrante”, lamentou. Ribas Tavares frisou que o apelo popular é ainda, o que move os governantes. “Ações como esta audiência, com o apelo popular, com a cobrança em cima disso, acaba por fazer os governantes se mexerem”, concluiu.

Depoimento emocionante

O ponto alto da audiência foi o depoimento de algumas pessoas, que aos prantos, relembraram os momentos de terror que passaram ao terem suas propriedades invadidas pelo MST. “É um terrorismo psicológico que sofremos há mais de duas décadas. Na noite da invasão, nossos familiares foram humilhados, apontaram armas para a cabeça do meu sobrinho que na época tinha quatro anos”, relataram. “Nós viemos aqui clamar por justiça porque nunca ninguém fez nada por nós. Existe uma facção criminosa atuando em Quedas do Iguaçu que se chama MST e nunca ninguém fez nada. Esperamos e clamamos que a partir de agora, algo seja feito. Governador, socorro”, bradaram.

Após a fala emocionante, Dilvo Grolli, presidente da Coopavel foi aos microfones defender o verdadeiro produtor rural. “Arde em nosso coração a fala de pessoas como estas, que tem suas vidas destruídas por ações criminosas como do MST. Temos que valorizar o verdadeiro trabalhador rural, quem produz, quem faz a economia girar. Não podemos permitir, de forma alguma, essas barbáries que estão acometendo quem trabalha no campo”, sentenciou.

Instauração de uma CPI

Com uma vasta documentação em mãos, e sob o apelo popular notadamente visto na Audiência Pública desta quinta, o Deputado Estadual Coronel Lee, proponente da solenidade, está decidido a levar adiante as determinações judiciais. “Vimos um clamor público enorme, com autoridades de vários setores da sociedade e sobretudo, produtores rurais que estiveram presentes ao evento se mobilizando não somente para que não aconteçam novas invasões, mas para que as invasões já existentes sejam resolvidas”, frisou o parlamentar.

A partir da audiência, o Deputado estadual Coronel Lee já sabe qual caminho deverá ser tomado nos próximos dias. “Vamos entregar nosso relatório para o presidente da Assembleia Legislativa, como também uma cópia disso para o Governador do Paraná, além de uma cópia para o presidente da República. Vou pedir sim, a abertura de uma CPI, após conseguirmos pelo menos o apoiamento de 18 deputados. Faço questão de presidir essa comissão, uma vez que nosso objetivo é responsabilizar quem por obrigação deve fazer cumprir as ordens judiciais e de fato, não estão cumprindo. Não podemos deixar a população, o produtor rural que sofre com esse descaso continuar pagando por isso. Vamos até o fim para solucionar para garantir essa segurança jurídica”, finalizou.

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