Casos de sarampo no Paraná alertam sobre necessidade de manter vacinação em dia

A Secretaria de Saúde de Maripá possui as vacinas contra sarampo em todas as Unidades Básica de Saúde (UBS).

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O Paraná divulgou na terça-feira passada (27) que está com sete casos confirmados de sarampo. A situação preocupa visto que o último caso da doença no estado havia sido registrado em 1999, ou seja, durante 20 anos não houve registros da doença no Paraná. Acredita-se que a principal falha esteja na baixa cobertura vacinal, uma vez que a doença pode ser prevenida com vacinas existentes no Calendário Nacional de Imunização, a de tríplice viral (VTV) e a vacina tetraviral.

A Secretaria de Saúde de Maripá possui as vacinas contra sarampo em todas as Unidades Básica de Saúde (UBS). A orientação é de que a população procure o posto de saúde mais próximo com sua carteira de vacinação para verificar se está em dia. O horário de atendimento das salas de vacina é das 8h30 às 11h15 e das 13h30 às 16h30.

SOBRE A DOENÇA – O sarampo é uma doença grave, altamente infecciosa, transmitida por vírus e que pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações decorrentes do sarampo são mais graves em crianças menores de cinco anos e podem causar meningite, encefalite, pneumonia, entre outras. O vírus é transmitido pela respiração, fala, tosse e espirro. As micropartículas virais ficam suspensas no ar, por isso o alto poder de contágio da doença.

SINTOMAS – Os principais sintomas do sarampo envolvem febre alta, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido, mal-estar intenso, e manchas vermelhas com bolhas, que normalmente não coçam.

QUEM TOMA A VACINA – A dose zero deve ser aplicada em crianças entre seis e onze meses. A dose número 1 aos 12 meses de vida com a vacina tríplice viral (que previne sarampo, caxumba e rubéola), e a dose 2 aos 15 meses com a vacina tetra viral (que previne sarampo, rubéola, caxumba e varicela/catapora). A população com até 29 anos deve receber duas doses da vacina. E para as pessoas que estão no grupo com idade entre 30 e 49 anos basta ter o registro de uma dose são consideradas vacinadas. Acima dos 50 anos, a vacina é indicada apenas nos casos de bloqueio vacinal após a exposição com casos de suspeita da doença ou confirmados. Mulheres que estão amamentando podem ser vacinadas. E aquelas que desejam engravidar, devem aguardar no mínimo 30 dias após receber a dose da vacina. Os profissionais da área da saúde devem ser vacinados com as duas doses da tríplice viral em qualquer faixa etária, independente se atuam na atenção primária, secundária ou terciária.

QUEM NÃO TOMA A VACINA – Pessoas com a imunidade baixa, mulheres grávidas e menores de seis meses de idade não devem tomar a vacina.

TRATAMENTO – Não existe tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença (febre, mal estar). É importante que a pessoa não faça uso de nenhum medicamento sem orientação médica e procure o serviço de saúde mais próximo, caso apresente os sintomas.

A pessoa que possuir a doença deve ficar isolada, em casa, não frequentar escola ou trabalho durante o período de transmissão e também não pode receber visitas. Além disso, todos os familiares ou pessoas que entrarem em contato com o doente ou suspeito de estar com sarampo, precisa ser vacinado e observado para verificar os sintomas.

Quem já teve a doença não corre o risco de ser contaminado pelo vírus novamente.

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